Na era da informação, no que podemos acreditar?
<p>Todos os dias me deparo com informações e informações na internet, na roda de conversa com amigos, familiares, revistas, livros, redes sociais...</p><p>A grande verdade é que tenho sim um olhar crítico sobre muito do que leio, porém até aos olhos e ouvidos bem treinados a procurar informações de qualidade e com comprovação científica, muitas vezes também me deparo com algumas coisas que fico com um grande "<span style="font-size: 18px"><font color="#ff0000">?</font></span>". Isso porque é impossível saber tudo com grande extensão para julgar aquilo que se ouve é relevante ou não. Se isso ocorre com profissionais da área da saúde comprometidos com a vida de forma ética, imagina para quem não é da área da saúde?</p><p>Vejo o quanto somos bombardeados de informações do que deveríamos fazer ou não fazer para ter um corpo perfeito ou atingir objetivo x, y, z... Mas quanto mais estudo, mais certeza tenho de que esse excesso de informação é puro marketing, para vender suplementos, procediementos, "protocolos" inventados pelo próprio profissional e super-faturados <b>sem</b> <b>evidência de eficácia e SEGURANÇA para o paciente</b> (OOOI???). </p><p><span style="font-size: 9px"><i>Detalhe que recebo muitas ofertas de cursos de como vender consultas e planos, inclusive usando um marketing de uma colega que conseguiu vender um plano caríssimo com apenas 8 meses de diploma da graduação.</i></span></p><p><span style="color: rgba(103, 106, 108, 1); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0; white-space: normal; background-color: rgba(255, 255, 255, 1); text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; display: inline !important; float: none">No mundo da nutrição por exemplo, vejo muitas barbaridades para emagrecimento rápido com </span><span style="color: rgba(103, 106, 108, 1); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0; white-space: normal; background-color: rgba(255, 255, 255, 1); text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; float: none; display: inline !important"><b>dietas restritivas</b></span><span style="color: rgba(103, 106, 108, 1); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0; white-space: normal; background-color: rgba(255, 255, 255, 1); text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; display: inline !important; float: none"> nada sustentáveis que não respeitam a fisiologia e cultura do indivíduo de forma massacrante desde que me entendo por gente! Na atualidade o corpo deve ser musculoso e com percentual de gordura que, novamente, não é natural! O resultado disso? Corpos estressados, mentes desconectadas, comer emocional +++++++ e comer intuitivo - - - - - - - -, reganho de peso em 95% dos tentantes e 5% desenvolvendo transtornoa alimentares. ISSO É SAÚDE? </span></p><p><span style="color: rgba(103, 106, 108, 1); font-family: Roboto, "Helvetica Neue", Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0; white-space: normal; background-color: rgba(255, 255, 255, 1); text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; display: inline !important; float: none">Quando olho para o outro lado, dietoterapias muito esquisitas para manejo de doenças (oba, falou da minha área agora), muitas vezes me deparo com profissionais bem capacitados se questionando se estão desatualizados, quando na realidade é um "novo jeito de vender". Exemplos estranhos que já ouvi: dieta sem glúten no tratamento de várias doenças que não a celíaca (em uma busca rápida logo já se percebe que não há evidência científica que sustente essa prática para pessoas não celíacas); suplementações nutricionais totalmente desnecessárias.</span></p><p>Poderia seguir descrevendo tudo o que anda entalado como uma espinha na garganta. É muito triste ver a reputação de uma classe de profissionais serem representada por pessoas com tão pouco conhecimento, ética e responsabilidade com a saúde-doença e vida das pessoas. Mas também fico feliz toda vez que encontro alguém cujo conteúdo é de confiança. Atuar desmentindo essas falácias das fake news é um trabalho árduo e que exige muita paciência. Mas seguimos!</p>